A menopausa é diagnosticada clinicamente como uma condição quando uma mulher não menstrua há um ano. Durante o período de transição da menopausa, há um surgimento de vários distúrbios metabólicos lipídicos devido às alterações hormonais, como diminuição dos níveis de estrogênios. E se essas alterações perduram, elas podem aumentar o risco para o desenvolvimento de síndrome metabólica, doenças cardiovasculares e diabetes tipo 2. Por isso, fazer ajustes alimentares pensando em controlar essas alterações lipídicas é importante. E é sobre isso que essa revisão agora de 2020 fala, sobre alimentos e/ou suplementos que podem ajudar nesse controle. E os principais destaques que os autores fazem são para: alimentos antioxidantes (em especial frutas, verduras, chocolate, café, oleaginosas), alimentos ricos em fitoquímicos (frutas, verduras, temperos como cúrcuma, alho, cebola, chocolate, etc), alimentos com vitamina D, ômega-3 e uso de probióticos. Mas lembre-se, antes de tornar essa informação uma verdade absoluta, procure por um bom nutricionista!
Category: Alimentação
Proantocianidina e intestino
Na última semana falamos sobre o papel do microbioma e dos probióticos. Embora o uso de probióticos possa ser interessante em várias situações, modular a alimentação tem um impacto muito importante para melhorar o intestino. E, dentre os alimentos que são importantes, essa revisão de 2020 discute sobre as proantocianidinas, encontradas em alimentos como frutas, chás, cacau, oleaginosas e vegetais. As proantocianidinas conseguem melhorar a barreira intestinal e modular o sistema imune no intestino, diminuindo a inflamação local. E isso pode ajudar a melhorar a função intestinal e controlar doenças. E nunca esqueça que o profissional mais habilitado para orientá-lo sobre alimentação é o Nutricionista!
Macronutrientes e sono
O sono está envolvido na regulação metabólica, emocional e cognitiva e, portanto, é uma parte essencial da nossa saúde. Mas você sabia que os macronutrientes (proteína, carboidrato e gordura) podem influenciar na qualidade do sono? Essa revisão sistemática de 2020 investigou justamente isso. Embora ainda mais estudos sejam necessários, parece que aumentar a ingestão de proteínas está associado com melhor qualidade do sono. Mas lembre-se, antes de tornar essa informação uma verdade absoluta, procure por um bom nutricionista!
Dieta do mediterrâneo e diabetes
Essa semana estamos falando de dieta do mediterrâneo. Terça, falamos sobre o benefício desse tipo de dieta em pessoas que estão envelhecendo. Hoje, trago esse recente estudo publicado agora em 2020 sobre o benefício da dieta do mediterrâneo na qualidade de vida de pacientes com diabetes tipo 1. O diabetes tipo 1 é uma doença autoimune, na qual o paciente precisa de tratamento medicamentoso (insulina), exercício físico e alimentação adequada. Nesse estudo, os autores avaliaram 259 pacientes com diabetes tipo 1 e analisaram a alimentação desses pacientes. Após análises, foi demonstrado que os pacientes com maior aderência a dieta estilo mediterrânea tinham uma melhor qualidade de vida (avaliada por índice específico para a população com diabetes). Você tem diabetes? Procure um nutricionista para orientá-lo melhor.
Dieta do mediterrâneo em idoso
A população está envelhecendo. Porém, você quer envelhecer de forma saudável, sem a presença de doenças crônicas graves ou de importante declínio nas funções cognitivas ou físicas ou na saúde mental?? Pois bem, saiba que o estilo de alimentação durante a vida pode fazer com que você atinja esse objetivo quando ficar mais velho. Os autores dessa revisão agora de 2020 discutem que a alta adesão a uma dieta estilo mediterrânea está associada a menor incidência de doenças crônicas e menor comprometimento físico na velhice. Por isso, procure um Nutricionista, que é o profissional mais habilitado para orientá-lo sobre alimentação.
Carotenoides e pele
Esse período do ano é um momento que várias pessoas gostam de ir para a praia e pegar um sol. Porém, o sol em excesso pode trazer vários malefícios para a pele. Por outro lado, alguns compostos presentes em alimentos podem ajudar a proteger e melhorar a pele. Com destaque para os carotenoides, em especial para o beta-caroteno, licopeno, luteína, zeaxantina e astaxantina. Diversos estudos mostram que aumentar o consumo desses carotenoides (alimentação e/ou suplementação) pode ajudar a proteger a pele dos efeitos maléficos induzidos pelo sol, além de melhorar a hidratação, diminuir rugas, melhorar a elasticidade, entre outros benefícios. Não sabe onde tem ou como incluir os carotenoides na sua alimentação? Procure um nutricionista. Ele vai te ajudar!
Ácidos graxos e imunidade
Os ácidos graxos (gorduras) derivados da dieta são fontes essenciais de energia e componentes estruturais fundamentais das células. Eles também desempenham papéis importantes na modulação das respostas imunes na saúde e na doença. E é sobre a importância dos ácidos graxos para a imunidade que esse artigo de 2019 discute. Os ácidos graxos saturadas e os insaturados influenciam nas funções das células imunes do sistema inato e adaptativo, alterando a composição e a fluidez da membrana e agindo através de receptores específicos. Um desequilíbrio entre os ácidos graxos saturados e insaturados, bem como um desequilíbrio entre ácidos graxos poli-insaturadas n-6/n-3, tem consequências significativas na homeostase do sistema imunológico, contribuindo para o desenvolvimento de muitas doenças alérgicas, autoimunes e metabólicas. Por isso, procure um nutricionista para te ajudar a ajustar os lipídeos da sua alimentação.
Colina e neuroproteção
Diversos nutrientes são importantes para o desenvolvimento e funcionamento adequado do cérebro. Um dos nutrientes que tem papel relevante é a colina, encontrada em especial nos ovos. Nessa revisão publicada em 2019, o autor aborda os principais mecanismos pelos quais a colina atua para a melhora do cérebro. De forma resumida, a colina é importante como doador de grupo metil (modulando a expressão de genes e neurotransmissores); é importante para a integridade da membrana dos neurônios (por formar a fosfatidilcolina); é importante para formar a acetilcolina (neurotransmissor associado com memória); controla os níveis de homocisteína (que se tivesse em excesso pode piorar o cérebro). Ou seja, temos vários motivos para estimular o consumo de ovos. Mas lembre-se, é sempre bom procurar um nutricionista para avaliar seu caso individualmente.
Dieta inflamatória e intestino irritável
A síndrome do intestino irritável é uma das desordens gastrointestinais funcionais mais comuns, apresentando sintomas como dor abdominal e mudanças nos hábitos intestinais. A etiologia não é totalmente elucidada, mas sabe-se que alguns fatores podem influenciar, como: suscetibilidade genética, sexo feminino, histórico familiar e fatores alimentares. Nesse estudo publicado agora em 2019, os autores avaliaram o efeito de uma dieta inflamatória no risco de desenvolver síndrome do intestino irritável. Essa dieta inflamatória é caracterizada por um alto consumo de industrializados, farináceos, gordura saturada, gordura trans, açúcares e pobre em fibras, gorduras insaturadas, fitoquímicos e micronutrientes. Após análises, foi observado que as pessoas com maior score de índice inflamatório da dieta possuem 36% mais risco de ter síndrome do intestino irritável. Se considerarmos apenas indivíduos com sobrepeso ou obesidade, aqueles com dieta mais inflamatória tem um risco 64% maior de ter síndrome do intestino irritável. Por isso, ajustar a dieta é muito importante. Procure um Nutricionista para orientá-lo melhor!
Magnésio, fibra e SOP
Já falei algumas vezes sobe a importância da alimentação na síndrome do ovário policístico (SOP). Um dos pontos importantes é a modulação no consumo de carboidrato nessas mulheres. Mas esse não é o único ponto a ser pensado. De forma bem interessante, esse artigo publicado em 2019 investigou a associação entre o consumo de fibra e de magnésio (um mineral bem importante para o nosso corpo) e parâmetros envolvidos na fisiopatologia da SOP. Primeiramente, os autores demonstraram que as mulheres com SOP ingeriam menos fibra e menos magnésio na dieta. Depois, foram realizadas análises estatísticas e demonstrado que a ingestão de fibra foi inversamente correlacionada com resistência à insulina, insulina em jejum, testosterona e DHEAS. Já o consumo de magnésio foi inversamente correlacionado com: resistência à insulina, PCR (proteína C-reativa) e testosterona; e positivamente relacionado com HDL-colesterol. Ou seja, aumentar fibra e magnésio tende a trazer benefícios para a SOP. E lembre-se, para ajustar a alimentação, procure o Nutricionista.