O selênio é um mineral essencial, cuja principal fonte alimentar é a castanha do Brasil. Sua deficiência pode aumentar o risco de várias doenças, incluindo câncer, doença neurodegenerativa, doenças cardiovasculares, entre outras. Mas você sabia que ele também é importante para diminuir risco de infecções virais? O selênio no nosso corpo é importante para formar a selenocisteína, que é um aminoácido necessário para formar as selenoenzimas. Essas selenoenzimas normalmente estão associadas com um controle do estresse oxidativo e demonstram estar envolvidas em processos de infecção viral. Logo, ajustas a quantidade de selênio ingerida é muito importante. Procure um nutricionista para orientá-lo melhor.
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Cacau e exercício
O cacau é um alimento rico em polifenóis (12-18% do peso seco), além de ter alguns ácidos graxos, vitaminas, minerais e metilxantinas como a cafeína e teobromina. Os polifenóis do cacau têm chamado bastante atenção no mundo científico. Temos estudos investigando o papel desses polifenóis do cacau melhorando estresse oxidativo, inflamação, doenças neuropsiquiátricas, doenças cardiovasculares, entre outras. Nesse estudo publicado em 2019, os autores revisaram estudos associando os polifenóis do cacau em atletas bem treinados. Após analisar vários estudos, os autores colocam que os polifoenois do cacau conseguem diminuir o estresse oxidativo induzido pelo exercício físico. Porém, em relação a redução de inflamação e melhora de performance, os estudos ainda são controversos, sendo necessário mais investigações. Lembre-se que o que trás benefícios são os polifenóis do cacau, presentes em maior quantidade no cacau em pó, nibs de cacau ou chocolate > 70% cacau. Chocolate ao leite, chocolate branco e afins não possuem quantidades significativas de polifenóis de cacau. E nunca esqueça que o profissional mais habilitado para orientá-lo sobre alimentação é o Nutricionista! Ela vai saber qual a melhor estratégia para o seu caso.
Vegetais e cognição
Continuando com os posts sobre alimentos para melhorar a cognição… temos um impacto bem importante do consumo de vegetais. Já sabemos que aumentar vegetais melhora a cognição. Mas será que a variedade desses vegetais pode influenciar? Esse estudo de 2019 avaliou justamente isso. Após analisar mais de 400 pessoas com mais de 65 anos, os autores demonstraram que uma maior variedade de vegetais estava associada a um menor risco de declínio cognitivo. Ou seja, quando mais tipos e mais coloridos esses vegetais na dieta, melhor. E você já sabe, o profissional mais habilitado para orientá-lo sobre alimentação é o Nutricionista.
Alimentação e cognição
Com o passar da idade, a capacidade cognitiva e a memória das pessoas vai piorando. Essa alteração na cognição pode estar associada à vários fatores. Mas você sabia que a alimentação pode ajudar na melhora da memória e cognição? Foi sobre isso que palestrei semana passado no XV Congresso Internacional de Nutrição Funcional. Nos próximos dois postes, vou colocar dois dos vários estudos que mostrei na palestra. Esse estudo publicado em 2019 avaliou a alimentação de quase 17 mil pessoas ao longo de aproximadamente 20 anos através de 5 escores diferentes para avaliação de alimentação saudável. Depois de 20 anos, 2443 pessoas desenvolveram prejuízo cognitivo. Após análises, foi observado que aqueles que tinham uma alimentação mais saudável (com mais frutas, verduras, azeite de oliva e menos carnes vermelhas, industrializados e alimentos açucarados) tinham menor risco de ter prejuízo cognitivo. E lembre-se, o profissional mais habilitado para orientá-lo sobre alimentação é o Nutricionista.
Alimentos e TPM
Várias mulheres possuem sintomas de TPM próximo ao período menstrual. Esses sintomas podem ser físicos, comportamentais ou psicológicos. Embora esses sintomas estejam associados com alterações hormonais nesse período do ciclo menstrual, a alimentação pode influenciar em ter mais ou menos sintomas. Nesse estudo publicado em 2019 com 300 estudantes de 18-24 anos, os autores associaram alguns hábitos alimentares com a presença de sintomas de TPM. Após análises, foi observado que uma maior ingestão de colorias e maior ingestão de alimentos gordurosos, com açúcar ou com sal estava associada a mais sintomas de TPM. E lembre-se, o profissional mais habilitado para orientá-lo sobre alimentação é o Nutricionista.
Berry e lipídeos séricos
Os lipídeos sanguíneos como colesterol total, LDL, HDL, triglicerídeo são biomarcadores que podem ser usados para avaliar questões de saúde e doenças, em especial, doenças cardiovasculares. A alimentação, por sua vez, pode influenciar nessas lipoproteínas sanguíneas. Vários alimentos contendo fibras, fitoesteróis e/ou polifenóis parecem ajudar a controlar os níveis desses lipídeos sanguíneos. Esse estudo publicado em 2019 revisou o consumo de frutas vermelhas e roxas em parâmetros dos lipídeos séricos em diabetes e síndrome metabólica. Após revisar estudos em animais e em humanos, os autores colocam que embora seja necessário mais estudos, existem vários evidências que demonstram que o consumo de frutas vermelhas/roxas inteiras, suco com essas fruta ou extrato dessas frutas podem auxiliar a diminuir os níveis de LDL-colesterol e triglicerídeos e aumentar os níveis de HDL-colesterol em sujeitos com alteração nesses lipídeos séricos. Mas lembre-se, antes de tornar essa informação uma verdade absoluta, procure por um bom nutricionista!
Hidratação e DCV
O consumo adequado de água é bem importante para que todas as nossas funções corporais ocorram de forma adequada. Situação de hipohidratação pode piorar a performance mental e física. Mas novas evidências estão sugerindo que a hipohidratação também pode aumentar o risco de doenças cardiovasculares (DCV). Uma hipohidratação pode reduzir a função endotelial, aumentar a atividade do sistema nervoso simpático e piorar a tolerância ortostática. Isso tudo colabora para o aumento da pressão arterial, é um dos principais fatores de risco para as DCV. Mas lembre-se, antes de tornar essa informação uma verdade absoluta, procure por um bom nutricionista!
Dieta paleolítica
Doenças crônicas não transmissíveis estão aumentando cada vez mais. Dentre os vários fatores que aumentam o risco dessas doenças, temos destaque para o excesso de tecido adiposo, a inatividade física e a má alimentação. Por outro lado, melhorar a alimentação, em especial aumentando frutas e verduras e diminuindo alimentos processados, açúcares e sal, parecem trazer benefício. Essa meta-análise publicada agora em 2019, elaborada por pesquisadores Brasileiros, avaliou o impacto da dieta estilo paleolítica nos parâmetros antropométricos de pacientes com doenças crônicas não transmissíveis. Após análises, foi demonstrado que a dieta do paleolítico pode ajudar a controlar circunferência da cintura e do quadril desses pacientes. Mas lembre-se, antes de tornar essa informação uma verdade absoluta, procure por um bom nutricionista!
Dieta vegetariana e tecido adiposo
A inflamação e a obesidade são duas questões muito ligadas. Pensando em alimentação, alguns hábitos alimentares podem aumentar ou diminuir a inflamação. Nesse estudo publicado de 2019, os autores compararam obesos onívoros com obesos vegetarianos e viram se eles tinham diferenças em marcados de inflamação do tecido adiposo. Após análises, foi visto que os vegetarianos tinham menos marcadores inflamatórios associados ao tecido adiposo, o que poderia trazer benefícios. Além disso, eles ingeriam 42% menos de gordura saturada na dieta (que pode ser a justificativa da diminuição da inflamação). Porém, vale destacar dois pontos: o primeiro é que o estudo tem um “n” pequeno, e estudos maiores precisam ser realizados; segundo, tanto um vegetariano quanto um onívoro podem ter dietas boas ou ruins. Então, antes de qualquer coisa, procure um nutricionista para ajustar melhor sua alimentação.
Licopeno, chocolate e intestino
Modular o intestino é muito importante. E a microbiota intestinal sofre influência da alimentação. Alguns alimentos são considerados prebióticos, que vão servir de alimentos para as “bactérias boas”, aumentando sua quantidade no intestino. De modo interessante, esse estudo avaliou o impacto do consumo de licopeno e de chocolate amargo na microbiota de indivíduos adultos com obesidade moderada. Foram administradas 2 doses diferentes de licopeno (7 ou 30 mg) e 10 g de chocolate amargo (70% cacau). Após análises, foi observado que o grupo que recebeu licopeno, aumentou Bifidobacterium adolescentis e Bifidobacterium longum. Já o grupo que recebeu chocolate amargo, aumentou Lactobacillus. Mas lembre-se, antes de tornar essa informação uma verdade absoluta, procure por um bom nutricionista!