Os distúrbios gastrointestinais funcionais são caracterizados por sintomas gastrintestinais crônicos / recorrentes não relacionados a distúrbios orgânicos. Uma das estratégias que vem sendo feita nesses casos é a eliminação de alimentos com glúten (presente no trigo, centeio e cevada). Mas será que essa eliminação traz mesmo benefícios? Foi isso que essa revisão publicada em 2019 avaliou! Após analisar 11 estudos sobre o assunto, os autores colocam que embora existam dados controversos, a maioria dos estudos mostram uma melhora dos sintomas gastrointestinais quando o indivíduo adota uma dieta sem glúten, em especial se a pessoa tem síndrome do intestino irritável. Porém, vale a pena destacar que dietas de exclusão devem ser acompanhadas por um Nutricionista, para evitar deficiências nutricionais e ajustar o que se deve comer no lugar dos alimentos excluídos. E lembre-se, individualidade é MUITO importante, nem sempre a exclusão do glúten será a estratégia mais eficiente. Procure o seu Nutricionista!
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Parkinson, ômega-3 e vitamina E
A doença de Parkinson é uma desordem progressiva que se relaciona com sintomas motores (como bradicinesia, rigidez e tremor) e sintomas não motores (como depressão e problema cognitivo). Dentre vários fatores associados com a fisiopatologia, destaca-se o papel do estresse oxidativo e da inflamação. Estudos tem sugerido que modular PPAR-γ gere um efeito neuroprotetor no estresse oxidativo, apoptose e neuroinflamação na doença de Parkinson. Nesse estudo publicado em 2019, foi avaliado o efeito da suplementação com ômega-3 (1000 mg) e vitamina E (400 UI) ou placebo por 12 semanas em marcadores inflamatórios e no PPAR-γ de pacientes com doença de Parkinson. Após tratamento, observou-se que os pacientes que receberam a suplementação com ômega-3 e vitamina E tiveram uma diminuição na expressão gênica do TNF-α (associado com inflamação), aumentaram a expressão do PPAR-γ e diminuíram a expressão do receptor da LDL oxidada. Ou seja, a suplementação melhorou parâmetros associados à inflamação e estresse oxidativo, o que poderia repercutir em benefícios para os pacientes com doença de Parkinson. Mas lembre-se, antes de tornar essa informação uma verdade absoluta, procure por um bom nutricionista!
FODMAP e corredores
Pesquisas demonstram que dietas com baixo FODMAP (oligossacarídeos, dissacarídeos, monossacarídeos e poliois fermentáveis) melhoram os sintomas gastrointestinais (GI) em pessoas com síndrome do intestino irritável. Por outro lado, as questões gastrointestinais relacionadas ao exercício físico são uma causa comum de piora de desempenho esportivo. Nesse estudo publicado em 2019, foi avaliado o efeito de uma dieta de baixo FODMAP por curto período (7 dias) nos sintomas gastrointestinais de corredores recreacionais. Comparado com dieta com alto FODMAP, quando os corredores fizeram dieta com baixo FODMAP, eles tiveram menos sintomas gastrointestinais e relataram que sentiram uma melhora no desempenho da corrida. Mas lembre-se, individualidade é muito importante. Por isso, antes de tornar essa informação uma verdade absoluta, procure por um bom nutricionista!
Brócolis e microbiota
Vegetais crucíferos, também chamados de brássicas, como o brócolis, são uma boa fonte de fibra dietética, fitoquímicos e nutrientes, incluindo os glucosinolatos, que podem ser metabolizados pela microbiota gastrointestinal. Este estudo de 2019 teve como objetivo determinar o impacto do consumo de brócolis na microbiota gastrointestinal de adultos saudáveis. O período de tratamento foi de 18 dias separados por um washout de 24 dias. Os participantes receberam 200 g de brócolis cozido ou 20 g de rabanete cru por dia. Após análises, o consumo de brócolis diminuiu a abundância relativa de Firmicutes em 9% em relação ao controle e aumentou a abundância relativa de Bacteroidetes em 10% e de Bacteroides em 8% em relação ao controle. E nunca esqueça que o profissional mais habilitado para orientá-lo sobre alimentação é o Nutricionista!
Plantas contra candidíase
A cândida é um fungo que causa alguns problemas em humanos, sendo as mais comuns infecções orais e vaginais. Mas estratégias alimentares podem ajudar a diminuir o crescimento da Candida albicans. Nesse estudo publicado em 2019, os autores avaliaram algumas plantas que diminuem o crescimento desse fungo. Depois de avaliar as várias plantas, as que mais inibiram a cândida foram: Withania somnifera (ginseng indiano), Curcuma longa (açafrão da terra), Cymbopogon citratus (capim-limão) e Zingiber officinale (gengibre). Mas lembre-se, antes de tornar essa informação uma verdade absoluta, procure por um bom nutricionista! Ele avaliará o que é melhor para o seu caso!
Vitamina K e diabetes
O diabetes é uma doença metabólica cuja prevalência está aumentando a cada dia. E vários fatores ambientais, especialmente dietéticos, podem influenciar no risco de ter ou não diabetes. Nesse estudo publicado em 2019, os autores investigaram a relação entre os níveis de vitamina K circulante e o risco de ter diabetes tipo 2. Após análises, os autores observaram que as pessoas que tinham níveis aumentados de vitamina K tinham um menor risco de diabetes tipo 2. Assim, ajustar a ingestão dietética de vitamina K é super importante. E nunca esqueça que o profissional mais habilitado para orientá-lo sobre alimentação é o Nutricionista!
Sal e artrite reumatoide
A artrite reumatoide é uma doença autoimune sistêmica caracterizada por inflamação que gera alterações nas “juntas”/articulações. A fisiopatologia não é totalmente elucidada, mas sugere-se o envolvimento a IL-17. Nesse estudo publicado agora em 2019, os autores investigaram a influência do cloreto de sódio (sal) na artrite reumatoide. Avaliando pacientes com artrite, foi demonstrado que esses pacientes tinham mais sódio e IL-17 no fluido sinovial. Em experimento com animais, o cloreto de sódio piorou a artrite e aumentou a IL-17. A conclusão dos autores foi que que o cloreto de sódio pode piorar a artrite e que, por isso, uma das estratégias para auxiliar no tratamento é limitar o consumo de sal. E nunca esqueça que o profissional mais habilitado para orientá-lo sobre alimentação é o Nutricionista!
Aditivo alimentar e intestino
Já falei várias vezes sobre a importância de ter um intestino funcionando bem e uma microbiota adequada. Mas você sabia que os aditivos alimentares (presentes na maioria dos produtos industrializados) podem influenciar no intestino? Essa revisão de 2018 aborta justamente isso. Os autores colocam que os aditivos alimentares, em especial os espessantes, podem piorar a microbiota intestinal, aumentar a inflamação e aumentar a permeabilidade intestinal. E, com o intestino alterado, pode-se piorar várias funções do organismo e aumentar o risco de vários sintomas, como compulsão alimentar. Sobre esse ponto, alguns estudos já sugerem que o alto consumo de aditivos alimentares podem alterar peptídeos cerebrais relacionados com o controle da fome e saciedade. Ou seja, quanto mais alimento in natura você consumir e menos industrializado, melhor. Procure um nutricionista para orientá-lo melhor.
Cólica menstrual e alimentação
A prevalência de cólica menstrual entre as mulheres é bem alta. Se você me acompanha, sabe que eu já mostrei artigos falando que alguns alimentos podem ajudar a diminuir as cólicas, como o gengibre. Por outro lado, esse artigo publicado em 2018, mostrou que alguns alimentos podem aumentar o risco de ter cólicas menstruais. Após analisar 258 estudantes universitárias, os autores demonstraram que consumir refrigerantes a base de cola nos primeiros dias do ciclo menstrual e ter um alto consumo de carnes vermelhas aumentam o risco de ter cólica menstrual. Nunca esqueça que o profissional mais habilitado para orientá-lo sobre alimentação é o Nutricionista! Procure o seu para orientá-lo melhor.
Carboidrato e diabetes gestacional
O diabetes gestacional é uma das complicações metabólicas mais comuns da gestação. E pode causar riscos para a mãe e para o bebê. Mas você sabia que a alimentação antes de engravidar já pode influenciar no risco de diabetes durante a gestação? Pois é, esse artigo avaliou a qualidade do carboidrato ingerido antes de engravidar com o risco ou não de ter diabetes gestacional. E vejam que interessante, mulheres que tinham uma maior ingestão de fibras, frutas ou suco de frutas tinham menos risco de desenvolver diabetes gestacional. Por outro lado, mulheres que ingeriam mais cereais tinham mais risco de desenvolver diabetes durante a gestação. Nunca esqueça que o profissional mais habilitado para orientá-lo sobre alimentação é o Nutricionista! Procure um!